Os oceanos que caem sobre os meus óculos,
Infortunosas correntes, perguntam-me quem sou
E se sei a resposta.
Não sei, e eles sabem disso,
Mas as minhas roupas escandalosas não são testemunho da
minha incerteza,
São confiantes como eu em sonhos aprendo a ser.
Corro nos meus all star – o dedo grande maior que o seu
gasto –
E pelo caminho conheço todas as pessoas do mundo.
E conhecê-las-ei, de todo, mesmo assim?
Se todas as pessoas conhecessem todos os indivíduos à sua
maneira,
Quão grave seria a preocupação mundial de excesso de
população?
Por mim, conheço a mesma pessoa vezes que não sonho contar,
Mas a sua existência permanece inédita e individual.
É no meu conhecer que ela se divide atomicamente.
E se a alma é eterna, estaremos todos a conviver com
relíquias,
Enquanto veneramos suposições?