Mais Reflexão Q Poema

Os oceanos que caem sobre os meus óculos,
Infortunosas correntes, perguntam-me quem sou
E se sei a resposta.

Não sei, e eles sabem disso,
Mas as minhas roupas escandalosas não são testemunho da minha incerteza,
São confiantes como eu em sonhos aprendo a ser.

Corro nos meus all star – o dedo grande maior que o seu gasto –
E pelo caminho conheço todas as pessoas do mundo.
E conhecê-las-ei, de todo, mesmo assim?

Se todas as pessoas conhecessem todos os indivíduos à sua maneira,
Quão grave seria a preocupação mundial de excesso de população?
Por mim, conheço a mesma pessoa vezes que não sonho contar,
Mas a sua existência permanece inédita e individual.
É no meu conhecer que ela se divide atomicamente.

E se a alma é eterna, estaremos todos a conviver com relíquias,
Enquanto veneramos suposições?