Estrangeiros Curiosos

Casas feitas de malas para estrangeiros curiosos.
Noites de estrelas do tamanho de planetas assombrosos.
Eles só são vistos quando vêm para adormecer
E toda a cidade sabe que não estão para permanecer.

Conversas que grafitam as paredes cercanas
Com os idiomas que cantam histórias e bezanas.
Coincidências desarolhadas de garrafas semivazias,
E famílias criadas nas ruas por não serem frias.

Vêm de todo o lado mas de um só planeta,
Trabalham em diferentes ramos mas para uma só maquineta,
São de todos os tipos mas de uma só raça.
São vendedores amadores de uma só praça.

Então, por serem tão diferentes na igualdade de o ser,
Tornam-se sangue que não difere no seu correr.
E quando o adeus chega e os grafitis desaparecem,
Os estrangeiros curiosos são já cidadãos que não esquecem.