Viva o bronze que conta mais que os poetas falidos,
Que se entregam ao Sol, num Solstício da sua vida.
Viva os músicos que se escondem no medo de serem detidos,
Por difamarem uma sociedade que não lhes foi prometida.
Viva o rock pelas ruas que amanhecem cheias
De transeuntes eufóricos, que procuram a chamada ‘’vida’’.
Viva os artistas que dizem bons dias nas suas barracas de
teias,
Que tecem todas as manhãs em busca de salvação prometida.
Viva a Marilyn, o James e o Elvis na varanda,
Musas e Deuses em ruas cobertas de ouro, prata e bronze.
Viva a mente brilhante que nos comanda,
É poeta algarvio e dos seus doze discípulos, sou onze.
Viva a este lugar onde nasci depois de nascer,
Embriegado, desnudado na praia, antes do amanhecer.
Viva o histerismo pelo Sol, embrenhados na areia molhada,
De roupa interior na mão, engelhada, comprimida e salgada.
Viva a literatura espalhada pelas vivendas,
E as casas espalhadas por literatura falida, sem vendas.
Viva as noites de estrelas, que caem na minha mente sedada,
Na varanda da minha casa, onde te abraço nesta noite de
nortada.
Viva as praias, os bares e a beleza salgada,
Que me viu crescer da noite para a madrugada.
Viva esta terra que não me foi prometida,
