urbanização

As janelas das casas da urbanização,
Como fábricas de uma viciosa poluição.
Rostos mais esgotados que o dinheiro,
Poluem o interior, adornam o cinzeiro,
As suas mágoas em restos de morte,
Desenhada uma saudade de ser forte.

Neste mundo em que tudo é possível,
Mas que nada é, na verdade, provável,
A felicidade é adorno intangível,
De uma vida meramente inflamável.
E não é de quem se digna viver,
Deixar-se, simplesmente, arder.