Deus chegou até mim de limousine.
Charro nos seus lábios de tangerina
E no seu olhar lunático, adrenalina.
Ninguém conheceu aquela figura,
Mas eu não era tão ignorante,
Era um amor não tão constante.
Mas era Deus e eu posso jurar que era,
O cabelo de Nirvana, reencarnado
O seu conhecimento em mim atravessado.
Será que é por tanto rezarem,
Que não reconhecem o Deus que é seu?
E por eu olhar para ele, ele é só meu?
Quando rezo, não é a mim que vejo,
É a ele, a sua música, a sua estética,
A sua dinâmica na minha inércia.
E sei que é só meu.
Porque cada pessoa, cada Deus.