Futuramente Perdido

O meu caos derrubado no meu tumultuoso futuro:
Água e azeite juntamente separados por um muro.
E toda a minha vida me senti destinadamente perdido,
Sem um agradar feliz, esperado e compreendido.

O meu caos denuncia-me.
Um desespero confia-me.
Destrói-me, construindo-me.
Esclarece-me, confundindo-me.

A minha alma destilada num cosmos desorganizado:
Um mistério humano sem um aparente resultado.
E toda a minha vida achei feliz procurar paz em mim,
Fui satisfeito enquanto desejei ser livre assim.

A minha alma algema-me,
Acorrenta-me, condena-me.
Não sou eu, sou o que ela é.
Não tenho rumo, chão, fé.


A minha felicidade numa mera possibilidade remota:
Um futuro cantado pela ganância e sua frota.
E toda a minha vida que vivi sem saber o que ser.
Sem saber se um dia a minha vontade saberei dizer.

A minha felicidade numa censura.
Corromperam-me  a vontade pura
Por ser desleal a um sistema social
Com o qual não senso ser fraternal.