Começou com o beijo da semente no solo fértil –
Desacreditado por muitos.
A casca que separava o desconhecido do conforto
Começou a romper-se em textura e sedimento.
Das células, fez-se carne,
Da carne, fez-se pele,
Pela pele, formaram-se mãos, pés, unhas e pêlos.
Submerso no solo fértil – desacreditado por muitos –
Entregou um apgar crítico à superfície.
Os movimentos conturbados,
A terra entre as pequenas unhas,
O rastejar de um animal,
O olhar cosido em versos de medo e escuridão.
Nos anos da sua vida, rasgou o património do solo
E derrubou os universos subterrâneos,
Enquanto os seus ossos magoavam por mais espaço,
E a pele se estendia por metros de vontade.
Encontrou-se noutro corpo e enamorou-se repetidamente,
Em repetidas vezes, procurando reproduzir-se a si
No seu ventre fértil – acreditado pelo único que o conheceu.
E assim como que por acidente,
O indicador penetrou a superfície,
Os poros evadiram-se da terra,
As veias começaram a dançar num corpo livre.
Deixou que a madeira se entranhasse no corpo,
Que os seus fios de cabelo se unissem em pedaços verdes de
natureza,
E que as suas unhas se dividissem em braços enormes.
E o seu único ato de liberdade –
Cuspiu a fertilidade que havia reproduzido no seu ventre.
Recomeçou com o beijo da semente no solo fértil –
Desacreditado por muitos.