1
Os sonhos roubaram-me
a racionalidade,
Sou um animal sem
personalidade.
Na riqueza de ser comum,
Tostão, tenho nem um.
2
Aspiradores de ideias
pregam as suas lições em salas de aula,
Quietos, não
questionam, aqui formam-se máquinas sem fala.
Doze anos em fábricas
de criação poluente,
Geradora de pulmão
fumador e coração doente,
Escolas anárquicas
De verdades arcaicas,
Filosofias cimentadas,
Em mentes enganadas.
Se a verdade de toda
a existência é matemática,
Equações sem solução
definem a minha mente enigmática,
Números indecifráveis
De sonhos
irrealizáveis.
Liberdade
condicionada
Por mentira ensinada.
3
A máquina roubou a
inteligência,
Tirou-lhe a essência
De ser mais por ser
menos,
Um desejo que todos
temos.