Existe um vale a Sul
do meu passado,
Onde mora um rapaz
apaixonado.
Crente no amor
descontrolado,
Um poeta desnaturado.
Parti por nunca ser
amado:
Fui amigo de um
depravado,
Um ninfomaníaco e um
drogado,
Um solitário e um
viciado.
Mas nunca de um
realizado.
A sério nunca fui
levado.
Fui incompreendido e gozado,
Fui ignorado e
falado.
Agarrei na raiva de
um queimado,
E um rumo por ser
calçado.
Não dei razão nem
fado.
Fui um conto por ser
contado.
Fui infinito e
inexplicado,
Fui sozinho e espezinhado.
Mas serei sempre o
degenerado
Rapaz que nunca foi
controlado.