Havia uma fusão de Neil Young e respiração na alma da divisão
A minha mente de mil mundos, veleiro numa outra dimensão.
Perguntas-me para o que é que vives tu, com um coração de poeta?
Respondo vês aquele candeeiro na rua, onde descansa a bicicleta?
Em breve acenderá, e será lindo.
Será como todos os outros dias e será lindo.
Aquele candeeiro onde paira a bicicleta será encosto
Encosto de prostituta que aguarda consolo ao seu desgosto,
Encosto ao fumador que oferece beatas à rua, para pagar ao chão a cama que lhe deu de noite.
O candeeiro onde descansa a bicicleta será lar de apaixonados,
Um espectáculo de luzes para aqueles que lhe olham alucinados.
E será lindo.
Será cama para argumentos de uma discussão desmembrada,
Versos de uma poesia de vagabundo que caminha pela estrada.
Amanhã, o candeeiro apagar-se-à e a sua luz morrerá. E para o que viveu ele?
Histórias de começo sem fim e fim sem começo.
Histórias de morte sem berço.
Viveu e fê-lo lindamente.
Foi brilhante.
E é para isso que eu vivo também
Este eufemismo
De histórias e brilhantismo.