O mundo anestesiado por ouro líquido,
Adormecido no campo de batalha fingido.
Holocaustos de consumo de poluição
Por defensores de estabilidade e união.
A economia da cegueira que não é doença
Aparentada por elegante e forçada ofensa,
Para com a mal cozinhada verdade
Num prato de barro sujo sem beldade.
A ignóbil ignorância de saber ignorar
Imprime as notas para quem as sabe somar.
A infestada doença de não querer saber
Colectada numa plateia que não sabe ver.
O mundo sedado por combustível seringado,
Injetado no seio de um ignorante soldado.
Guerreia com palavras de átomos explosivos,
Num mundo de ideiais indefenitivos.
Quando a moda muda e as ideias se vão,
O discurso metamórfico muda o palavrão.
Quando a moda se vai com a conveniência,
Coroa-se novo rei, sedento de audiência.