Da varanda, vejo as luzes desligarem, uma por uma.
Aquele amarelo, aquele branco abandonam-me na noite.
A escuridão sauda-me como um velho amigo e pergunta-me que
música me acompanha hoje,
Que tormento me beija a cabeça desta vez.
Silêncio no meu silêncio que é Pink Floyd pela madrugada,
É fado, coisas americanas, faturas de sentimentos
Que cantam os preços das amarguras na cobrança do percurso.
São dívidas de reflexões que evitei todo o dia.
E assim se faz a noite e dela, a madrugada.
Da madrugada faço os sonhos e deles não faço coisa nenhuma.
E talvez por isso o dia nunca chegue.
Da madrugada faço alucinações e delas faço poesia.
Da poesia não faço coisa nenhuma.