Estivemos sempre lá,
No limiar do final,
Nas explosões do acabar.
Estivemos sempre lá,
Na descoberta do sobreviver,
Na resistência das circunstâncias.
E o atlântico sempre foi nosso,
Pelo choro e pelo amar,
E estivemos sempre lá.
Mas a terra roubou-nos do céu em que pensámos estar,
E os sonhos transbordaram o oceano que pensámos ser nosso,
E agora não há mais espaço para o fogo que atiçámos,
Quando estivemos lá.
Porque enquanto olhavas para mim, eu olhava para o mundo,
E o mundo compelia-me à experiência,
E eu fui para lá.
E nós já não estávamos lá.
Onde estamos nós, agora?
Onde estás quando te pergunto se estás bem?
Quem és quando digo que te amo?
Onde estamos nós agora que o atlântico não é nosso?
Onde estamos nós agora se o que temos não é o pacífico?
Onde estamos nós agora?