1
Amor de várias
paixões,
É o que me agarra por
cordões.
Beato de várias
religiões,
Como rezo, com
despedaçados corações.
2
No seu carinho, o meu
primeiro ato de infidelidade,
Na minha resposta, o
primeiro passo de liberdade.
Sinto suor, lágrimas,
frio e sangue a correr,
Tensão a subir e
descer,
Como um carrocel de
terríveis emoções,
De fracos corações.
Os vários que tenho e
que se apaixonam,
Que me controlam e
condicionam.
Vejo-o por um
caleidoscópio quebrado,
Cada cristal um defeito
amado.
Cada fragmento um
desejo fraturado,
Um conto contado,
Um diferente pecado,
Que cometi,
encantado:
Cego pelo meu agrado,
Que é traição a um
Deus sagrado.
3
Amor de várias
paixões,
Não ouvirdes meus
perdões,
Que são fraudes e canhões
E na minha garganta
são cordões.