1
A prosa da cidade
É o espírito da
mocidade.
A poesia do seu movimento,
É amor sem
arrependimento.
2
Contos de cidade nos
lábios de um poeta,
Beijam-me a alma, despida
e desperta.
O teu olhar expectante
pede-me loucura,
Rio-me, porque dessa tenho eu gordura!
Não chores por falta
de sanidade,
Que não é perigo
nesta cidade.
É riqueza, é vontade,
É ingénua felicidade.
Navegamos os dois,
corrente contra navio,
Deuses de um mar, que
em tempos foi rio.
Essa tua demência faz
de mim são,
Alma serena com
coração.
Uma paz que era para
mim alienação
No teu olhar pedinte
de alucinação.
Um amor como este
pertence aos poucos,
Que caminham como nós
numa cidade de loucos.
3
A prosa da cidade
É pura insanidade
De poesia de amados,
Que são loucos
castigados.