Estranho Sem Verdade

1
Mente aviária,
Que guerra diária:
Fumar ou ser fumado?
Agradar ou ser agradado?

2
Minha cabeça divergente procura rumo em estranhos,
Pequenos detalhes que adora são simples fedelhos,
Que cria e cuida como seus descendentes diretos,
Sem saber que os roubou da inocência dos quietos.
Sou anjo sem personalidade,
Morto sem identidade.
O molde do agrado
Do álcool derramado.

Um mito que coexiste comigo, pede-me amor.
Aquele que lhe dou em troca do meu valor.
Ofereço-lhe a minha verdade, que necessita para existir,
E, sem ela, torno-me num favor por pedir:
Palavra por dizer,
Sonho por viver.
Embrião do entristecer,
O Sol do anoitecer.

3
Mente dispersa,
De vontade diversa,
Para sempre na procura
De gémea e de cura.