1
Eramos crianças que juravam a pés juntos
Ver diamantes em sonhos brutos.
E compraríamos o mundo assim.
Falávamos de bandas que iríamos formar
Lendas musicais em que nos iriamos tornar.
E compraríamos o mundo assim.
Vivíamos cedo demais para a nossa idade,
A nossa lenda era efemeridade.
E compraríamos o mundo assim.
Eramos excluídos mas incluídos em nós mesmos,
Criámos uma geração feita aos nossos termos.
E compraríamos o mundo assim.
2
Procurámos uma cura para a loucura que nos matou a
inocência.
O Ser Humano faz destas, arranja o vício, mas não a abstinência.
E não há como impedir crianças de sonhar,
Quando a realidade é uma forma de as matar.
Por isso, perdemo-nos nos sonhos brutos, à procura de
diamante
Cada um fez do seu inconsciente um eterno amante.
O tempo trouxe-nos a distância para nos separar,
E a oferenda dos sonhos à monstruosa forma da vida funcionar.
Não criámos a banda, não comprámos o mundo.
Perdemos nada, tivemos tudo.
Ainda há diamantes e ainda há mundo.
Ainda há crianças que juram a pés juntos.